Há muito se acredita que o brasileiro é um dos povos mais criativos do mundo, especialmente quando se fala em conteúdos divertidos que circulam nas redes sociais. Memes, vídeos engraçados e manifestações culturais únicas sempre colocaram o Brasil em evidência pela capacidade de criar e inovar de maneira lúdica. No entanto, pode ser que isso não dure muito tempo ou que, afinal, não tenha muita serventia além das redes sociais.
No dia 18 de Junho, a divulgação dos resultados do PISA revelou uma realidade preocupante: jovens brasileiros em idade escolar apresentam um péssimo desempenho no que tange o pensamento criativo, especialmente quando relacionado a soluções de problemas e pensamento científico. A visão limitada e a falta de diversidade nas soluções para os problemas colocaram os jovens na posição 49 entre 57 países avaliados.
Realidade Alarmante
O Brasil somou apenas 23 pontos, dez abaixo da média da OCDE, enquanto países como Singapura lideram com 41 pontos. Essa disparidade mostra uma lacuna significativa no desenvolvimento de competências para o futuro dos nossos jovens. Mais de 54% dos estudantes brasileiros de 15 anos têm baixo nível de pensamento criativo, comparado à média de 33% dos países da OCDE.
Impacto Socioeconômico e de Gênero
Estudantes com maior vulnerabilidade socioeconômica têm mais dificuldade em desenvolver pensamento crítico e criativo. No Brasil, essa diferença é de 11 pontos entre alunos mais pobres e mais favorecidos. Além disso, meninas superaram meninos em todas as habilidades avaliadas, com uma diferença de 3 pontos.
O Que Estamos Fazendo para Mudar Esse Cenário?
O que estamos fazendo em nossas instituições para modificar essa realidade? Como realmente estamos impactando as crianças e jovens mais vulneráveis e trabalhando para que eles promovam o crescimento do país e possam desenvolver competências que de fato modifiquem suas realidades? Essas são perguntas que precisam ser respondidas com urgência e ação.
Um Chamado à Ação
Os resultados do PISA são um alerta claro de que precisamos de mudanças profundas no sistema educacional brasileiro. Devemos investir em práticas pedagógicas que valorizem a criatividade e preparem nossos jovens para os desafios futuros. É essencial fornecer o suporte necessário para que todos os estudantes, independentemente de sua condição socioeconômica, possam desenvolver suas habilidades criativas.
Conclusão
Vamos transformar a crise de imaginação em uma oportunidade. A criatividade não é um dom, mas uma competência que precisa ser desenvolvida na escola e na sociedade.